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Macacos do Chinês ao vivo no Music Box

Dão que falar há cerca de dois anos, altura em foram destaque na compilação «Novos Talentos» da Fnac e as primeiras músicas começaram a chegar ao Myspace, mas o certo é que não têm sido assim tantas as oportunidades para assistir a um concerto de uma das bandas proeminentes da cena hip-pop nacional.

No passado sábado, dia 27 de Março, voltou-se a repetir uma das raras oportunidades de assistir a um concerto dos Macacos dos Chinês num Music Box que ainda assim esteve longe de encher. Apesar de serem uma banda relativamente recente, o repertório da banda, que conta com um álbum de originais («Ruídos Reais») e uma mixtape («Mixtape do C$%&»), fazia por si só adivinhar um bom espectáculo.

Contando como de costume com a presença de Espectro Cliché nas vozes, o concerto começou em força com «Farix», faixa retirada da mixtape lançada há cerca de seis meses, e que surgiu como um aviso para o que se seguiria: um concerto do C$%&.

Se há coisa que os Macacos do Chinês sabem é como dar um grande concerto. Contando com uma banda extremamente competente, um som cada vez mais eclético e um conjunto de mc’s que respiram hip-hop por todos os poros, o concerto assumiu um ambiente de extrema proximidade interactiva entre público e banda.

Desde cedo conotados a terrenos musicais pouco explorados em terras lusas, viajando algures entre o grime e o dubstep com travos de drum ‘n’ bass, esta banda tem procurado mostrar que o seu estilo e influências não são fáceis de resumir, conseguindo abranger várias vertentes, sempre com uma forte ligação à tradição e ao passado do nosso país – para o que a presença da guitarra portuguesa dá um grande contributo.

Se em «Inspiração» as notas ditas clássicas foram trocadas por riffs de guitarra “metalizados” com imagens de «Metalica» a passar como cenário de fundo, ou em «Funky Show» o auto-tune se misturou com ritmos mais funk, o concerto foi um autêntico desfile de estilos musicais sempre com a energia de Skillaz a contagiar um público que respondeu de forma constantemente positiva ao espectáculo que estava a assistir.

No final, uma explosão apoteótica ao ritmo de «Babilónia» e a música «Festa», a recuperar o hit dos anos 80 «Hoje é Festa», de Lara Li, e a fechar uma noite que tinha sido precisamente isso, de festa. E assim tiveram lugar as despedidas, com um agradecimento sentido ao público e a Luisão, que nessa noite marcara o golo da vitória do Benfica sobre o Braga.

No ar permaneceu também o sentimento de que uma banda como esta merece outro tipo de reconhecimento e de salas condignas, que mais do que cheias, estejam a abarrotar.

Quer pelo seu som, como pela energia que transparecem em palco e pela forma genuína como encaram o público, é inevitável não recuperar uma frase de um conhecido sketch para relembrar que o som com que os Macacos do Chinês brindam o seu público é de uma «frescura do C$%&».

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Software Engineer @ Movensis com mestrado em Sistemas de Informação Empresariais no Instituto Superior Técnico. Fascinado por fotografia, música, cinema e bem...por tudo o que se escreve por aqui. Fundador e editor do ilícito[mag] Mais aqui

1 comentário

    Macacos do Chinês é sem dúvida uma das melhores coisas que aconteceram no panorama musical português. Juntam inovação ao clássico, juntam o espectacular ao misterioso… São os Macacos… Uma banda que se calhar nunca vai ter o sucesso merecido… Porque estamos em Portugal….
    Abraços
    Continuação com o site

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