Sofia Coppola, Gian-Carlo Coppola, Roman Coppola, Talia Shire, Nicholas Cage (Nicolas Kim Coppola), Jason Schwartzman e Robert Schwartzman. Nas veias da família Coppola o que corre é cinema. Não sangue, como se podia e devia esperar.
Do patriarca, Francis, o mundo recebeu como prenda obras de arte de valor inigualável. A trilogia d’ «O Padrinho», «The Conversation», «Rumble Fish» e um tal de «Apocalypse Now» estão tatuados na história daquela que apelidam de 7ª arte, ainda que uns mais do que outros, porque o talento só às vezes parece não chegar.
Da sua progenia, sejam filhos, como Gian-Carlo, que faleceu em 1986, Roman e Sofia, ou sobrinhos, como Jason, Robert e Nicholas, o curriculum também não é nada de deitar fora, tendo deixado a sua marca em filmes como «The Virgin Suicides», «The Darjeeling Limited», «Adaptation» ou «Rushmore», seja na realização, na escrita do guião, na representação e mesmo na criação musical e dos cenários.
No fundo, a simples conclusão a retirar de tudo isto é que os Coppola são uma família de gente talentosa, e parece que a equipa de artistas ganhou mais um membro.
Neta de Francis Ford e sobrinha de Sofia, a mais recente Coppola a entrar nas lides cinematográficas foi Gia, ainda que com o prefixo “co” aliado ao posto de realização, juntamente com a jovem Tracy Antonopoulos.
Juntas, e com a participação pro bono do tio Jason Schwartzman e da amiga da família Kirsten Dunst, pegaram numa câmara e criaram uma curta-metragem, à qual deram o nome de «Non Plus One».
Criada para marcar o lançamento da linha de primavera da marca Opening Ceremony (roupa vestida pelos actores na película), a curta-metragem não esconde a clara influência da Nouvelle Vague, apresentando uma áurea de ingenuidade e de “do it yourself” quase em formato Super 8 que lhe assenta bem.
Acompanhado pela música «Is This Sound Okay?» do álbum «Davy», criado pelo heterónimo musical de Schwartzman, Coconut Records, o filme anda perto dos 6 minutos, e ainda que não seja mais do que um exercício de cinema ligeiro, acaba por se ver com facilidade.
Como primeira experiência não está mal, mas só o futuro dirá se a jovem Gia irá seguir os caminhos trilhados pelos seus familiares. Se quisermos acreditar que o talento é transmitido geneticamente, então é bem provável que venhamos a ler o seu nome numa qualquer tela gigante daqui a alguns anos.
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Nome: Bruno Nunes
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Apreciador de música, cinema, livros. A bem dizer, apreciador de tudo um pouco. Co-criador e editor do projecto ilícito[mag]. Para mais sobre este indivíduo, visitem http://flavors.me/bmcn.
